sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CERVICALGIA

    É muito comum chegar pacientes nas clinicas de Fisioterapia com queixa de dor na região da coluna cervical são as chamadas cervicalgias. O dado clinico mais característico é uma dor aguda, relatada como um choque ou fisgada, que se inicia na região occpital e se propaga para frente, às vezes até o olho. Geralmente é unilateral, sendo desencadeada ou agravada pelos movimentos do pescoço e esforços das atividades diárias.

    A cervcalgia simples caracteriza-se por uma dor localizada na região cervical, acompanhada de contratura muscular. Pode haver também torcicolo. A movimentação da coluna cervical é difícil pelo agravamento da manifestação dolorosa. Neste caso, as lesões predominam em C2-C3.
  
Epidemiologia e economia. Anualmente, a cervicalgia afeta entre 30 a 50% da população geral, 15% da população geral experimentarão cervicalgia crônica (>3 meses) em algum momento de suas vidas. Anualmente, entre 11 e 14% da população economicamente ativa experimentarão limitação devida a cervicalgia. A maior prevalência ocorre em doentes de meia idade, e as mulheres são mais afetadas que os homens. Os fatores de risco incluem o trabalho repetitivo, longos períodos de flexão cervical, estresse aumentado no trabalho, fumo, e traumatismos prévios do pescoço e ombros.

Características clínicas. As condições de cervicalgia se desenvolvem de forma gradual ou tem aparecimento pós-traumático. Os episódios recorrentes são comuns. Os sintomas clínicos associados com a dor cervical são: dor e rigidez do pescoço, dor de cabeça, tonturas e dor que se propaga aos ombros e as extremidades superiores. A dor cervical pós-traumática se associa com uma variedade mais ampla de sintomas que incluem sintomas temporomandibulares, distúrbios visuais e auditivos, distúrbios do sono, da cognição e da emoção. Comorbidades como ansiedade, depressão e lumbago podem indicar condições mais preocupantes.

Diagnóstico e tratamento. Devido ao limitado conhecimento sobre a fisiopatologia da maioria das cervicalgias, o tratamento etiológico, em geral, não é possível. Assim sendo, as intervenções terapêuticas e de reabilitação são preponderantemente voltadas a redução dos sintomas e a melhora da função. Há provas contundentes a favor da afirmação de que os programas multimodais de reabilitação que incluem o exercício físico, a mobilização, a manipulação, e as intervenções psicológicas, melhoram a função e a participação em atividades. Para o tratamento imediato ou a curto prazo, existem provas de que a acupuntura, a terapia de aplicação do laser de baixa potência e da aplicação de campos de pulsos eletromagnéticos podem ser efetivos, Tens, Ultra-Som. Não existem evidências de que nenhum tratamento farmacológico seja efetivo, exceto o alívio da dor de curto prazo mediante injeções intramusculares de lidocaína.

REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA.

JÚNIOR J. O. Ano Mundial Contra Dor Musculoesquelética. Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor. Out.2010 

PORTO C. Celeno. Semiologia médica. 5.ed. Rio de Janeiro. Guanabara. 2005. 

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