sábado, 19 de novembro de 2011

ALONGAMENTO E AQUECIMENTO MUSCULAR.


MOVIMENTO.
Os seres humanos para se movimentar, dependem da transformação da energia química em energia mecânica. Todos estes mecanismos de força gerada estão diretamente interligados ao sistema de alavancas pertencente ao nosso corpo. Estes sistemas, que tem como principais elementos ossos e músculos são responsáveis pelos movimentos, possibilitando assim realizar as atividades de vida diária. 
Devemos compreender os músculos de duas maneiras, a primeira é destacando a capacidade que ele tem em realizar trabalho, a segunda é analisando o músculo como uma grande estrutura complexa com diferentes mecanismos estruturais pertencentes ao sistema.
O tecido muscular é formado basicamente por três camadas de tecido conjuntivo que são determinantes na resistência passiva encontrada durante o alongamento muscular e por elementos elásticos que tem papel importante devido às deformações na flexibilidade. Os componentes elásticos exercem uma força de restauração em resposta pela mudança de comprimento, já os componentes viscosos exercem uma força de resposta à velocidade e duração de mudança de comprimento.
O trabalho executado pelos músculos e ossos repetidamente durante uma atividade física pode gerar um desgaste e também pode facilitar a ocorrência de lesões decorrentes de um mau treinamento, falta de aquecimento, encurtamento ou outros problemas comumente encontrados nos indivíduos. Vale lembrar que, para prevenir determinadas lesões protocolos diferenciados de aquecimento são aceitos por técnicos e atletas como forma de prevenção de possíveis lesões. Pois diante de estudos, ficou provado que um músculo aquecido tem menor chance de ser lesionado do que um músculo frio.

AQUECIMENTO MUSCULAR

O aquecimento é classificado em duas categorias, o aquecimento geral que envolve alongamento e movimento corporal de forma global, e o aquecimento específico que simula os movimentos necessários durante a ação real. Pois, além da mobilidade articular, o aquecimento é importante, por aprimorar o desempenho subseqüente com menor probabilidade de lesão. Deve-se realizar sempre o alongamento de forma gradual e suficiente para aumentar a temperatura muscular.
O aquecimento específico aumenta a capacidade coordenativa, provoca uma redistribuição do sangue e o aumento da irrigação dos músculos garantindo suprimento de oxigênio, favorecendo o metabolismo muscular.

AMPLITUDE DE MOVIMENTO.

Muito se tem falado e escrito a respeito da amplitude de movimento e segmentos articulares. A relação de flexibilidade e amplitude de movimento está diretamente associada, isto significa que a flexibilidade é a capacidade de movimentar uma articulação através da sua amplitude de movimento disponível, sem atingir demasiado estresse múscultendíneo. As definições quanto flexibilidade ainda são motivo para discussão entre diversos autores que tratam deste assunto em específico. A medida da amplitude de movimento articular (ADM) é um componente importante na avaliação física, pois identifica as limitações articulares, bem como permite aos profissionais acompanharem de modo quantitativo e qualitativo a eficácia das intervenções terapêuticas e também a mudança de métodos de treinamentos.
A amplitude de movimento varia de indivíduos para indivíduos de acordo com a idade, sexo, prática de atividade física, presença ou ausência de disfunções e o grau de força muscular.

POR QUE ALONGAR.

Os exercícios de alongamento possuem um papel preventivo importante eles preparam a musculatura, favorecem a recuperação e permitem evitar problemas tendinosos, musculares, distensões, lacerações, contraturas e articulares. Permitindo desta forma uma melhor mobilidade, e uma melhor flexibilidade e intervem no reequilíbrio dos problemas morfológicos e correções posturais. Os exercícios de alongamento também têm um papel anti-estresse proporcionando um bem-estar.
IMPORTANTE SABER: O aumento do comprimento muscular adquirido após um treinamento e/ou atividade física persiste entre duas horas até dois dias, diminuindo progressivamente dependendo da intensidade e tempo de alongamento. Os ganhos no alongamento são particularmente importantes durante os primeiros meses.
O alongamento atua no corpo como um todo, o músculo é o primeiro a ser alongado, muitas vezes os elementos conectivos que envolvem a articulação (ligamentos e cápsulas) podem estar retraídos ou fibrosados e conseqüentemente, podem limitar os movimentos por tanto o alongamento atua com muita eficácia no relaxamento das estruturas envolvidas, os vasos sanguíneos também são beneficiados com o alongamento contribuindo para expulsão de líquidos contidos no tecido, melhorando a drenagem circulatória e evitando a estase liquida (edema, hematoma). Os nervos são submetidos a tensão permanente (estresse) e o músculo é constantemente encurtado. Os exercícios de alongamento contribuem para diminuir essa tensão muscular.
Os exercícios de alongamento proporcionam reações dos tecidos. Período elástico, e período plástico. 

músculo em repouso
Período elástico: Manutenção após o alongamento, o músculo recupera o seu comprimento de repouso.
Período plástico: Melhoria: após o alongamento, obtém um ganho durável com modificação dos tecidos.
  

Antes de um alongamento deve-se realizar um aquecimento sistêmico, ou seja, para o corpo todo como, por exemplo, uma corrida de aproximadamente 10 a 15 minutos. Em caso de um treinamento esportivo pode realizar o aquecimento especifico.

Quanto tempo deve manter o alongamento?

    Esta questão ainda é assunto de discussão em artigos científicos, o tempo de alongamento varia dependendo do objetivo de cada individuo, porém para que um ganho de amplitude articular seja mais eficaz 30 segundos pode ser um tempo ideal para praticantes de atividades físicas, já atletas tem um tempo superior dependendo da modalidade esportiva.        


 Bibliografia:

GEOFFORY. C. Alongamento para todos. 9.ed. São Paulo. Manole. 2001.

PEREIRA.P. R. NENEVE .P. R. Comparação do efeito imediato de um protocolo de aquecimento sistêmico e de esforço máximo isocinético na amplitude articular de extensão do joelho. Curitiba. 2009.



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